Equalizações
por: Kika Bradford
Uma equalização
distribui o peso entre as proteções, diminuindo
o potencial de impacto em cada proteção
da ancoragem. É um jeito bem efetivo e rápido
de aumentar a resistência do sistema: duas proteções
que individualmente não possivelmente segurariam
uma queda com impacto grande, equalizadas corretamente
serão mais resistentes.
Existem algumas maneiras para equalizar uma ancoragem
com duas proteções, as mais comuns são
o x mágico e a equalização com
um nó. Porém, existem outras configurações
que são potencialmente úteis e poderão
ser aplicadas em situações diversas. A
escolha do tipo de equalização variará
de acordo com a situação, os equipamentos
disponíveis e o guia.
Aqui enumeraremos as características de dois
tipos freqüentes de equalização.
Mas antes, vamos entender a importância do ângulo
da equalização.
Ângulo
da Equalização
O ângulo formado
na equalização, entre as fitas ou cordelete
que unem as proteções, influencia diretamente
no impacto que cada proteção irá
sofrer. De uma maneira geral, quanto maior o ângulo,
maior a forca atuando em cada proteção;
e ângulos acima de 120º causam uma forca
maior em cada proteção do que sem equalização.
Assim sendo, devemos sempre tentar manter o ângulo
entre as fitas menor possível. Caso necessário,
uma fita maior deverá ser utilizada. Idealmente,
devemos tentar manter esse ângulo menor que 60º,
quando 60% do peso é colocado em cada proteção.
O diagrama abaixo mostra uma força de 450 kg
(1000 lb.) sendo aplicada na ancoragem. Em um ângulo
de 20º ou menor, os grampos estão dividindo
50% essa força; no outro lado, quando atingimos
um ângulo de 120º, a força atuando
em cada grampo é igual à força
que estaria atuando sem equalização; acima
de 120º, a força atuando em cada grampo
será maior do que se não tivesse a equalização.
Um bom jeito de se determinar se suas fitas são
longas o suficiente é compará-las com
a distância entre os grampos. Como uma regra,
as fitas devem ser maiores do que a distância
entre os grampos ou proteções; de preferência,
ser o dobro da distância. Por exemplo, se as proteções
ditam 0.50 m uma da outra, uma fita de 1 metro é
adequada.
X Mágico
O X mágico
é, provavelmente, a equalização
mais utilizada. Ele é feito com uma fita que
passa pelas duas proteções e são
juntadas no ponto de junção com um dos
lados sendo torcido (ver figuras abaixo). Sua maior
vantagem é que ela é uma equalização
dinâmica, isto é, ela se ajusta “automaticamente”
de acordo com a direção da força
sendo aplicada, sempre distribuindo a força entre
as proteções.
Sua maior desvantagem é que permite extensões
no sistema, isto é, caso uma das proteções
falhe, a outra irá receber o impacto resultante
dessa falha.
Caso uma das proteções seja ruim, é
essencial diminuir ou eliminar essa possibilidade de
extensão. Existem algumas maneiras de fazer essa
diminuição: colocando uma costura ligando
o ponto de junção (sem interferir no mesmo)
à proteção mais sólida,
ou fazendo uma aselha em cada parte da fita indo para
as proteções. Essas aselhas devem estar
o mais próximo possível do ponto de junção,
porem não devem comprometer o dinamismo da equalização.
Equalização
com um Nó
A equalização
com um nó é feita com uma fita ou um cordeletes
que passa pelas proteções e são
juntadas no ponto de junção com um nó
(aselha simples ou de oito). Sua maior vantagem é
não permitir a extensão do sistema. Sua
maior desvantagem é que o sistema só estará
equalizado em uma direção. Caso a força
seja aplicada em uma direção não
prevista, essa força será aplicada somente
a uma das proteções.
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| Figuras tiradas das tech
tips da revista Climbing. |
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