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ESCALADA: WERK SURP

Boulder, Colorado

Pronto, chegamos, olhamos ao redor e depois de meia hora decidindo que via fazer, escolhemos a Hand Cracker Direct, uma via de 5.10a (=ou- 6o sup) que a Zoey já havia feito.

Começamos a trilha e 5 minutos depois nos deparamos com um mega boulder por onde não pudemos passar. Resolvemos voltar e tentar uma via chamada Werk Surp, um 5.9+ na montanha chamada Bastille. Eu começo guiando... uma fenda de dedo de 5.8 (teoricamente um 4o grau).

Chegando no crux, tudo que eu tinha lido no guia veio a minha mente: via com muitos acidentes decorridos de peças saindo nas quedas dos guias. Todos meus 4 nuts estavam bem duvidosos, alem de pequenos pareciam que iam sair.

Fiquei lá uns 15 minutos até conseguir colocar um alien amarelo que me deixou mais segura para fazer o lance (que seria graduado num 6o grau provavelmente).

Minha intenção era pegar os 2 nuts de cima quando passasse pelo crux para usar nas fendas que viam depois.

Infelizmente, não consegui fazer isso e fiquei muito limitada de peças para usar. Gastei 5 peças e 5 costuras em uma passada de 2 metros! Bom, não tinha o que fazer, tinha que continuar.

Dali para frente a via ficou mais fácil, mas a falta de peças de tamanhos adequados fez com que eu escalasse devagar. Protegi o máximo que eu pude e cheguei na ancoragem.

A 2a enfiada era o crux: uma laca linda que deveria ser escalada em oposição em quase toda sua extensão. Não tínhamos as peças corretas para proteger ali, então resolvemos descer.
As outras vias que consideramos fazer estavam todas ocupadas com uma, duas ou mais cordadas...

É impressionante quantas pessoas escalam aqui! Se achamos que a Urca tem muita gente, não é nada comparado com um lugar popular aqui nos EUA.

 


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