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ESCALADA: HAND CRACKER DIRECT & HAND CRACK

Boulder, Colorado

Nosso último dia de escalada...decidimos ir fazer a via que não fizemos ontem: a Hand Cracker Direct (5.10a), chegando nela por uma outra trilha. No caminho passamos por várias vias em fendas de uma enfiada, todas muito atraentes e convidativas.

Começo guiando nossa via. Passo sem problemas pelas fendas iniciais (que graduei em 4o sup, mas aqui são consideradas 3o) e chego na base de uma barriga que era o crux de 5.8 (um 4o grau daqui). Para variar fico presa ali, mas resolvo artificalizar para avançarmos mais rapidamente. Chego em um platô e monto minha ancordagem. A Zoey chega e gradua o teórico 5.8 em "muito difícil".

Ela segue guiando por um diedro alucinante que começa com um tetinho graduado em 5.9. Quando limpo a via, subo sem problemas, mas certamente isso nao é um 5.9, mas bem mais difícil... A 3a enfiada, a única que a graduação estava correta:

5.7, foi guiada por mim sem problemas. Era uma fenda larga, onde eu só consegui proteger em pouquíssimos locais, pois não levamos pecas grandes.

A última enfiada era o crux e a Zoey guiou. Ela tem que descansar em algumas peças, mas passa pelo crux muito bem. Eu vou escalando, limpando a via, até quando um nut fica entalado.

Me prendo a um friend para economizar energia e trabalho para retirar o nut da fenda durante uns 5-10 minutos e finalmente consigo! Continuo escalando: Entalamentos de pés e mãos, oposição, drop knees, tesoura, teve um pouco de tudo para que conseguíssemos vencer essa enfiada.

O crux foi bem difícilzinho, bem exigente nos braços uma vez que a via era ligeiramente negativa naquela parte. Foi justamente aí, no crux, que as nuvens estavam mais assustadoras e os trovões mais altos. Escalo o mais rápido possível para não pegarmos chuva na escalada ou no cume.

Do cume, a vista é alucinante: vários picos lindos ao redor, com mil e uma escaladas, o rio lá em baixo no vale... Infelizmente as nuvens e os trovões nos lembram que temos que sair dali o mais rápido possível. Descemos e contrariando todas as previsões e os trovões, as nuvens se dissipam e o sol aparece.

Resolvemos, então, entrar em mais uma via. Escolhemos a Hand Crack, um 5.10b de uma enfiada. A via começa com uma fenda de dedo e depois passa para fendas de mão bem íngremes e com duas barrigas. A via, guiada pela Zoey, foi muito legal e bem puxada, facilmente um 7o no Rio.

Depois dessas duas vias estávamos de cabeça e corpos feitos. Fomos embora e ela me deixou em Estes Park, a onde eu vou fazer o curso "Wilderness First Responder": um curso avançado de Primeiros Socorros de 82 horas: 8 dias!




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